Escrito antigo, se não me falha a memória, do início de 2010, redescoberto por acaso.
Noites inteiras em claro
Entregue aos encantos do desenho
Chega o sono, mas eu não paro
Entregue ao único amor que tenho
.
Além de mim, outros mais estão
Petrificados qual como pela Medusa
O ruído que reina é feito pela mão
E o pensamento voa em outros ares, outra musa.
.
A turba logo adiante festeja
São Pedros, Marias, Joanas
Enquanto eles bebem álcool e cerveja
Nós aqui desenhamos curvas humanas
.
Porém chega o momento de parar
Pois o sol raiou, e junto o dia
E nessas horas ponho-me a chorar.
Não poder desenhar é minha agonia.
0 Delírios à Respeito:
Postar um comentário