"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor"
Ávares de Azevedo

domingo, 1 de maio de 2011

Para uma noite de devaneio

Escrito antigo, se não me falha a memória, do início de 2010, redescoberto por acaso.




Noites inteiras em claro

Entregue aos encantos do desenho

Chega o sono, mas eu não paro

Entregue ao único amor que tenho

.

Além de mim, outros mais estão

Petrificados qual como pela Medusa

O ruído que reina é feito pela mão

E o pensamento voa em outros ares, outra musa.

.

A turba logo adiante festeja

São Pedros, Marias, Joanas

Enquanto eles bebem álcool e cerveja

Nós aqui desenhamos curvas humanas

.

Porém chega o momento de parar

Pois o sol raiou, e junto o dia

E nessas horas ponho-me a chorar.

Não poder desenhar é minha agonia.







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