"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor"
Ávares de Azevedo

domingo, 24 de julho de 2011

Eu choro agora

Uma angústia amargurada

Que sufoca nas noites vazias de tua ausência

Preenchendo o cinza que compõe o meu peito



É uma solidão delirante, irreal

Que vislumbra o sonhar psicodélico de um amanhã

Manchado pela tua volúpia

Violado pela tua carne lasciva



São noites, longas noites

Uma nostalgia de algo que não tive

A sensação densa do teu olhar palpitante

Na janela luminosa da minha vida



Afogo na noite a tua procura

E em lábios de não querer

Em afagos de não sentir

Perco-te, entre as ruas da minha mente



É uma solidão ingênua, pueril

Que invade meu universo dilacerado

Expandindo um vazio que jaz presente

A tua espera, neste nicho de amor e perdição



E se a tua porta eu não bater

E a tua boca, meus lábios não tocarem

Fora o meu sonho a tua loucura

O sonho de te ter nessa noite fria de solidão

2 Delírios à Respeito:

Caru disse...

Coisa linda!

Rody Cáceres disse...

Irmão! Te mandei e-mail e te liguei, mas não consegui contato. Vives? Cara, saiu o livro, acho que j´´a vistes... em breve trarei a tua cópia e farei considerações em meu blog sobre o teu trabalho... só que que tu saibas que não tenho palavras para agradecer... Abraçõs, irmão! Pinta lá na Vanguarda.