"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor"
Ávares de Azevedo

domingo, 16 de outubro de 2011

É esse o meu delírio cotidiano

Me encontro escrevendo coisas sem sentido

Palavras fluem das minhas mãos como a areia que escoa entre os dedos

Todas para ti, sustentáculo das minhas loucuras juvenis

Minha aventura fantástica, que nem os mais belos contos podem descrever

.

Sinto-me um infante, pueril em meus atos

Quando contigo, estou livre de todo o mal

E ao tocar as tuas mãos e sentir a tua pele

O tempo para, transporto-me para esferas celestiais

.

Mergulho no mar dos teus olhos

Esferas de paz que me trazem conforto

Enquanto isso, ouço canções de outros tempos

Que louvam-te, perfeição e sutileza impressas no teu sorriso

.

É esse o meu delírio cotidiano, o mais doce deles

Surfar na minha loucura com o sabor do teu beijo

Entregar-me de corpo e alma aos teus cuidados.

Descansar em teus braços e sonhar.

.

Apenas sonhar.

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