"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor"
Ávares de Azevedo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A longa noite que me leva aos teus braços

E os caminhos que percorro pela noite

Envolvidos na minha lucidez melancólica

Levam a um único lugar

Que é o calor do teu abraço, aconchego dos meus dias

.

Adoeço, quando então

O tempo castiga-me com tua ausência

Pois não posso sentir o toque da tua mão

Tampouco navegar nos teus lábios de ternura

.

Oh, longa noite que ilumina meus devaneios

Que teu pesar seja minha benção!

Transpor os teus véus de escuridão

Para nos braços dela repousar

.

Pois ela é minha fonte de paz

O altar de minh’alegria

Em seu olhar resplandecente

Que incendeia minha alma em ardores de paixão

.

Oh, longa noite que me guia em seus braços

Dá-me tantas horas quanto possas imaginar

Para que sonhando acordado

Eu esteja próximo da perfeição.

.

O teu abraço, o teu sorriso e o teu olhar.

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