É interessante como certas coisas, mesmo depois de um bom tempo, ainda fazem sentido. Este escrito, bem antigo, ainda hoje diz muito do que penso e sinto, no entanto sob outro foco, outro alguém. Me deparei com ele ao recordar de determinada frase do escrito, e resolvi postá-lo novamente como forma de reverberar uma ânsia que não morre.
Eu grito, por te querer
Com cada célula que vive
Por cada paixão que um dia tive
Pelo meu coração. Que está a arder.
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Calo, atônito quando então
Cada nervo do teu corpo arrepia
E tua derme que por outro ardia
Volta-se agora ao meu quinhão
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Pois para mim tu és o calor
De cada criatura que respira
O apaixonado, que então só, revira
Em sua cama por seu amor
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A existência que me faz seguir
O sentimento pelo qual sou carregado,
Motivo tal que não me faz calado.
Amar-te, e só isso, não me faz partir.
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Me tens nas linhas de tua mão
Sou todo teu, não há o que negar
Não vou resistir, não quero lutar
Sou teu, como cada estrela da constelação.
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Minha loucura infinda
Desejo simples ao qual me apego
Amo-te, oh bela! E não nego,
És terra, és água, és linda.
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Não quero mais desilusão
Quero vida, não mais a morte
Estou entregue a tua sorte.
Eu sou agreste, tu és inundação.